Síndrome dos ovários policísticos

A síndrome dos ovários policísticos é uma entidade patológica caracterizada por combinações de diferentes condições: distúrbios da menstruação (alguns meses sem menstruar), aumento do hormônio masculino (que pode ser detectado no exame de sangue ou através de aumento de pêlos corporais) e presença de microcistos nos ovários, com aumento de seu volume. 

Esta síndrome pode levar a vários prejuízos no organismo como risco aumentado de: 

  • abortamento
  • prejuízo na fertilidade (ciclos em que não há ovulação)
  • ganho de peso com resistência à insulina
  • síndrome metabólica
  • câncer de endométrio
  • apnéia do sono
  • aumento dos níveis de coleterol
  • diabetes tipo 2
  • hipertensão arterial sistêmica
  • doença cardiovascular 

O diagnóstico é feito baseado na história de alterações dos ciclos menstruais, exames de sangue e ultrassom pélvico. 

A doença pode se manifestar em diferentes graus e o tratamento depende dos sintomas que se apresentam.

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Colesterol e triglicérides

 

O que são?

São partículas que carregam as gorduras em nosso sangue. Os seus níveis, se elevados, podem predispor a doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.

As seguintes partículas estão presentes em nosso sangue:

LDL

Popularmente chamado ‘colesterol ruim’, pois seu aumento pode significar elevado risco de aterosclerose (depósito de gordura formando placas nas paredes das artérias). Estas placas podem se tornar volumosas de forma que obstruam parcial ou totalmente a luz dos vasos. Quando há obstrução o sangue não passa e o órgão (que pode ser o coração, o cérebro ou um dos membros) tem a chamada isquemia ( falta de oxigenação carreada pelo sangue) e pode sofrer necrose ( morte tecidual). Outra possibilidade é a ruptura da placa com liberação de seu conteúdo lipídico ( gorduroso) na corrente sanguínea com acúmulo de plaquetas, substâncias inflamatórias e trombóticas na placa de forma que a luz do vaso também é obstruída.

Dessa forma, o LDL colesterol deve ser mantido em baixo valores, para que esse risco seja diminuído.

Seus valores de referência são: <160 mg/dl para pessoas que não têm fatores de risco; < 130 mg/dl para pessoas que têm dois ou mais fatores de risco cardiovascular ( hipertensão arterial sistêmica, presença de doença cardiovascular em familiar jovem ( mulher < 65 anos e homem < 55 anos), HDL baixo ( <50 em mulheres e < 40 em homens), tabagismo); < 100 mg/dl para diabéticos; <70 mg/dl para pessoas  vítimas de doença coronariana ( infarto do miocário), acidente vascular cerebral ou insuficiência arterial periférica.

 

HDL

 Popularmente chamado ‘colesterol bom’ pois ele protege os vasos da deposição de placas, retirando a gordura ali depositada. Para que seus níveis sangüíneos fiquem mais altos, é importante o consumo de alimentos ricos em ômega 3 como peixes e a prática de atividade física regular.

Seus valores de referência são: >50 mg/dl para mulheres e > 40 mg/dl para homens.

 

Triglicérides

 Lipoproteína carreadora de ácido graxos, ou seja, gordura, estando muito relacionada à obesidade, resistência à insulina e síndrome metabólica.

Seu valor de referência é: < 150 mg/dl.

O colesterol total contém todas as partículas, portanto, não é um bom parâmetro para se avaliar o perfil lipídico de uma pessoa.

 

Tratamento

Dieta equilibrada, livre de alimentos ricos em gorduras e colesterol, atividade física e em alguns casos uso de medicações.

 

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Andropausa

Aproximadamente 20% dos homens ao se aproximarem dos 50 anos, podem ter sintomas de queda do hormônio masculino, a testosterona.

Esses sintomas são:

  • baixa libido
  • prejuízo na ereção
  • queda da disposição e força muscular
  • crescimento de pêlos deficiente
  • predisposição para ganho de peso e síndrome metabólica
  • prejuízo da massa óssea com osteopenia ou osteoporose

Na maior parte dos casos não há causa específica.

Quando esta condição é reconhecida, deve receber tratamento com reposição do hormônio em falta. Este tratamento deve ser realizado sob rigorosa supervisão médica com as devidas monitorizações clínicas e laboratoriais.

A reposição do hormônio, quando administrada adequadamente pode promover importante melhora da sexualidade, além de recuperação do perfil metabólico ( diminuição de gordura abdominal, da predisposição para diabetes e da obesidade).

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Menopausa

Trata-se da ocorrência da última menstruação da vida de uma mulher. É o marco da falência ovariana que significa esgotamento do número de folículos viáveis no ovário. O folículo ovariano é o precursor do óvulo e responsável pela produção de estrogênio. O estrogênio é o hormônio que dá à mulher as características femininas, mama, padrão ginecóide de distribuição de gorduras, promove o ciclo menstrual e variadas outras ações por todo o organismo feminino.  Neste momento em que, por esgotamento dos folículos, diz-se que ocorre a falência ovariana, os níveis de estrogênio caem a níveis muito inferiores aos usuais e com isso vários sintomas e alterações podem ocorrer no organismo feminino.

 

O que é o Climatério?

É caracterizado pela falência progressiva da função ovariana, é a transição entre a fase reprodutiva e a senilidade.

 

Quais são os sintomas da menopausa?

    • Fogachos
    • Prejuízo do sono
    • Infecção urinária de repetição
    • Secura vaginal
    • Dor à relação sexual
    • Diminuição da libido
    • Pele seca
    • Labilidade emocional
    • Prejuízo na função cognitiva
    • Ganho de peso – aumento de 5x a adiposidade central
    • Perda do colágeno da pele
    • Perda de massa óssea (osteoporose)
    • Aumento de doenças cardiovasculares
    • Aumento de doenças cerebrais como o Alzheimer

 

O que é Terapia Hormonal (TH) da menopausa?

Reposição de estrogênio no intuito de diminuírem os efeitos da menopausa a curto e longo prazo. Esta reposição irá prevenir, reverter ou melhorar o quadro clínico promovendo especialmente melhora da qualidade de vida.

 

Quais são os benefícios provocados pela TH?

    • Conservação do trofismo genital
    • Conservação da massa óssea
    • Alívio dos sintomas
    • Proteção cardiovascular
    • Manutenção ou melhora do bem estar geral
    • Melhora da sexualidade
    • Retardo ou prevenção de doenças degenerativas do sistema nervoso central
    • Diminuição do risco de fraturas
    • Diminuição do risco de câncer de cólon
    • Diminuição das dores

 

 TH provoca aumento de peso? 

    Não! Porém distribui a gordura no padrão feminino, ou seja, nas mamas e nos quadris e pode levar a retenção de líquido. A diminuição da atividade física e da função tireoidiana são outros fatores que contribuem com o ganho de peso nesta etapa da vida.

 

TH provoca aumento do risco de câncer de mama?

Sim, um aumento de 30%. Porém quando ocorrem são tipos menos agressivos de câncer.
Se formos comparar, entretanto, com outros fatores que levam ao aumento desse risco, encontramos, por exemplo, um aumento de chance de 150% pela presença de obesidade. Há que se pesar os riscos e benefícios baseados nas características de cada paciente e tomar a decisão individualmente.

 

Quem são as pacientes que têm contra-indicação absoluta à reposição hormonal?

  • Tromboembolismo agudo
  • Doença hepática severa em atividade
  • Carcinomas de endométrio e da mama recém tratados
  • Carcinomas de endométrio e de mama recorrentes
  • Sangramento vaginal de origem não diagnosticada
  • Porfiria

 

Fontes bibliográficas

Endocrinologia Ginecológica 2ª Edição – Lucas Viana Machado
Endocrinologia – Antônio Roberto Chacra – Capítulo 19 – Dra Dolores Pardini e Annibal Tagliaferri Sabino

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Peso ideal

Questão de estética, questão de saúde, questão da moda, questão de cada um. Hoje o excesso de peso tornou-se uma epidemia mundial e um desafio individual. Com o aumento da oferta de alimentos calóricos e palatáveis e a diminuição do gasto energético com atividade física, a obesidade tem se tornado ‘pesada’ em nosso dia a dia.
Além de afetar em vários aspectos a saúde corporal, leva a uma perturbação importante do humor, auto-estima e sociabilidade do indivíduo. 

Uma das formas hoje mais usadas para se fazer um diagnóstico sobre o peso corporal é o índice de massa corpórea. Este índice leva em conta o peso e a altura do indivíduo e classifica da seguinte forma:

Abaixo do peso

Peso normal

Sobrepeso

Obesidade

<18,5

18,5-24,9

25-29,9

≥30

O IMC hoje é uma ferramenta que tem algumas limitações, pois não leva em conta elementos importantes na análise dos fatores de risco, como distribuição da gordura (se central ou periférica), quantidade de massa magra e massa gorda. Por exemplo duas pessoas com o mesmo IMC podem ter perfis muito diferentes: a primeira tem obesidade abdominal, aumento de massa gorda e diminuição de massa magra, cintura maior que o quadril, enquanto a segunda tem padrão de distribuição de gordura generalizado (distribuída por tronco e membros), aumento de massa magra, e cintura menor que o quadril. Os perfis são totalmente diferentes, com risco cardiovascular muito maior no primeiro caso, e mesmo assim têm o mesmo IMC.

Desta forma outros indicadores como circunferência abdominal, circunferência do quadril, índice cintura- quadril, bioimpedância, dão outras informações que podem ser muito úteis na análise da composição corporal.   

Calcule o seu índice de massa corpórea aqui

 

Doenças Associadas à obesidade

O excesso de peso, além do desconforto físico e mecânico que causa, também acarreta risco palpável de outras doenças. Os mecanismos são diversos, mas de uma forma geral descobriu-se que a obesidade pode ser ‘inflamatória’, ou seja, provoca no organismo produção de substâncias que levam a reações de stress em nível celular aumentando muito a predisposição a doenças. Algumas delas são:

  • Infarto do Miocárdio
  • Insuficiência cardíaca
  • Hipertensão arterial
  • Acidente vascular cerebral
  • Varizes
  • Trombose
  • Apnéia do sono
  • Refluxo gastroesofágico
  • Esofagite
  • Esteatose hepática (gordura no fígado)
  • Diabetes mellitus tipo 2
  • Gota (aumento de ácido úrico)
  • Aumento do colesterol
  • Estrias
  • Acantose nigricans ( manchas escuras em região de pescoço e axilas)
  • Hirsutismo ( aumento de pêlos)
  • Artrose de joelhos
  • Artrose de coluna
  • Esporão
  • Aumento de risco de neoplasias como: endométrio, vesícula, mama, próstata, cólon
  • Suspensão da menstruação
  • Prejuízo da fertilidade
  • Prejuízo da auto-imagem
  • Susceptibilidade a neuroses
  • Perda de mobilidade

Como vemos os males que a obesidade pode causar são muitos e além de tudo são praticamente certos mal estar geral, dores pelo corpo, sensação de angústia.

Por que uma pessoa fica obesa?

Fatores genéticos – fazem diferença muito importante pois metabolismo basal, quantidade de energia gasta com atividade física são fatores transmitidos de pais para filhos. Podem apontar para uma maior facilidade de ganho de peso. Explicam 40 a 70% da variabilidade individual de ganho de peso.

Fatores ambientais – O tipo e quantidade de alimentos disponíveis fazem muita diferença. Nas últimas décadas os alimentos se tornaram mais palatáveis, mais baratos e menos nutritivos. Isso tem contribuído imensamente para o desenvolvimento da obesidade.

Fatores comportamentais – A relação com o alimento pode ser aprendida com os pais. Hoje sabe-se que em uma casa com pais obesos, a chance de as crianças se tornarem adultos obesos é bastante aumentada.

Fatores psicológicos– a maior parte das pessoas com questões de excesso de peso substitui outros prazeres por alimentação. E usa o alimento como válvula de escape de frustrações ou mesmo de momentos de comemoração. O estado depressivo de auto abandono e a resistência a aceitar limites e regras também podem fazer parte deste quadro freqüentemente.

Diminuição da Atividade Física – a mecanização da vida faz com que necessitemos cada vez menos de contração muscular  e movimento nas atividades do dia a dia. Nossos antepassados, caçavam a comida e ficavam à sua procura durante todo o tempo acordado. Além disso, tinham que fugir dos predadores. Assim, a atividade física era intensa e os genes foram preparados para poupar energia o máximo possível.

Balanço Energético

É o equilíbrio entre ingesta e gasto de energia. Se uma pessoa tiver um gasto igual ao seu ganho, mantém o peso.

 O ganho de energia é obtido somente através da alimentação.

O gasto de energia por sua vez é dividido em:

Taxa metabólica basal ( aproximadamente 60 a 70% do gasto total)
Efeito térmico do alimento ( aproximadamente 15 a 20 % do gasto total)
Atividade física ( aproximadamente 10 a 20 % do gasto total)

Como podemos ter um balanço energético favorável ao emagrecimento?

Ações que fazem com que o gasto seja maior que o ganho de energia e haja perda de peso. São elas:

  • Diminuição da ingesta
  • Aumento da taxa metabólica basal: alimentação a cada 3 horas, aumento de massa muscular
  • Aumento da atividade física aeróbica

Dicas para uma dieta saudável

  •  Coma sempre a cada 3 horas. É um dos principais pilares da dieta. Dessa forma, sentirá menos fome na próxima refeição, manterá o metabolismo mais ativo e terá gasto de energia com a digestão do alimento.
  • Sempre que possível consuma alimentos com baixo valor calórico como light.
  • Sempre que possível consuma alimentos integrais, pois são mais nutritivos e promovem maior saciedade. Atenção para as quantidades, pois são tão calóricos quanto os não integrais.
  • Consumir frutas de três a quatro vezes ao dia.
  • Legumes e verduras devem ser consumidos todos os dias se possível no almoço e jantar, antes da refeição. Esses alimentos são fontes diversas vitaminas importantes para nosso organismo.
  • De acordo com a Dieta do Mediterrâneo, peixes e aves devem ter preferência na escolha da carne, preparados grelhados ou assados.
  • Alguns alimentos devem sair definitivamente do cardápio: refrigerantes, açúcar, frituras.
  • Alguns alimentos devem ter seu uso reduzido, como massas (pães, pizza, etc) e doces.
  • Dê preferência ao azeite de oliva extra virgem no preparo dos alimentos.
  • Crie o hábito de olhar as informações nutricionais nos rótulos dos alimentos verificando a quantidade de calorias, gorduras saturadas, sódio, cálcio, fibras e presença de gorduras trans.

 

 

Atividade Física

Preconiza-se um mínimo de 30 minutos por dia de atividade física de moderada intensidade como caminhada.

Os benefícios da atividade física são vários:

  • Promove bem estar
  • Diminui a ansiedade
  • Diminui depressão, pois libera serotonina (substância que promove sensação de bem estar e prazer)
  • Diminui o apetite
  • Melhora o humor
  • Ajuda na perda de gordura
  • Favorece o enrijecimento dos músculos
  • Melhora a imunidade
  • Retarda o envelhecimento

O acompanhamento com um profissional habilitado é adequado.

MIX

Qual é a velocidade ideal de perda de peso?

O emagrecimento não deve ser provocado de forma rápida. O organismo tem o seu ritmo de processamento de mudança no peso corporal, e perdas de peso bruscas podem levar a um ‘reganho’ também rápido de peso. Portanto, é mais indicada a busca do que se chama de perda sustentada de peso, obtida com dieta suficiente para as necessidades energéticas diárias mínimas e com variedade de nutrientes.  A velocidade ideal para o organismo de cada pessoa é aquela obtida praticando dieta equilibrada adicionada a atividade física adequada.

 

Faço dieta e não emagreço. Qual o problema?

Às vezes há dificuldade de emagrecimento nos primeiros dias ou semanas da dieta. Isto se dá devido a uma ‘resistência’ do organismo à perda de peso, que é ‘entendida’ por ele como uma ameaça à saúde. Dessa forma, há uma redução do metabolismo e ocorre também um hipotireoidismo transitório, na tentativa de evitar a perda de peso. Nesse momento é necessário ter persistência na dieta, pois este efeito é passageiro e logo o indivíduo entra em um ritmo de emagrecimento. O grande empecilho para muitas pessoas é que não conseguem persistir na dieta.

 

É verdade que após o uso de medicações para emagrecimento há ‘reganho’de peso?

Isto pode ser verdade dependendo da forma como o emagrecimento foi efetuado, a velocidade de perda de peso e os hábitos da pessoa. Alguém que não pratica dieta nem exercícios físicos, e emagrece somente à custa de altas doses de medicações anorexígenas, corre risco maior de ter ganho acentuado de peso após a retirada da medicação. Porém, quando a pessoa pratica uma dieta equilibrada de forma duradoura, acompanhada de prática regular de exercícios físicos e a medicação é usada de forma adequada, em doses razoáveis, e é retirada aos poucos, a chance de ‘reganho’ de peso é bem menor.

 

Dieta sempre?

Quando dieta significa hábitos alimentares saudáveis, sim! É o que se preconiza para uma vida longa e livre de doenças.

 

Sugestões

Programa de Automonitoramento de Hábitos 

Indicado para auxiliar na inserção de hábitos saudáveis no dia a dia de quem quer emagrecer. É necessário, paciência e persistência em sua prática. Se cumprido até o fim, o resultado pode ser muito importante com relação à perda de peso e recuperação de auto eficácia.

É necessária uma dieta orientada por profissional habilitado e suporte na prática de atividade física. O monitoramento em si  pode ser feito sem o auxílio profissional.

Programa de Automonitoramento de Hábitos

 

 

Tireóide

Glândula localizada na porção anterior baixa do pescoço que tem a função de produzir o hormônio tireoidiano, importante nas reações metabólicas de nosso organismo, ou seja, na produção de energia.
Existem algumas doenças que a acometem e podem causas sintomas variados no organismo.

 

HIPOTIREOIDISMO

Doença que cursa com diminuição da capacidade da tireóide na produção do hormônio tireoidiano. Isso ocorre ou por deficiência de iodo, ou por ‘ataque’ de anticorpos antitireoidianos (provenientes do próprio organismo) à glândula. Tem grande influência da genética, portanto, familiares com a doença transmitem maior probabilidade de filhos acometidos.

Os sintomas são:

  • sonolência
  • desânimo
  • diminuição da freqüência cardíaca
  • pele seca
  • queda de cabelos
  • constipação intestinal
  • dores musculares
  • lentidão de movimentos e raciocínio
  • aumento de volume da tireóide (bócio)
  • ganho de peso

O diagnóstico é feito pela dosagem dos hormônios tireoidiano e hipofisário que controla a tireóide. A presença de anticorpos antitireoidianos sugere a causa autoimune da doença. O tratamento é feito com medicação de reposição em comprimidos.

A figura acima mostra a típica expressão de uma pessoa com hipotireoidismo avançado: apatia, pele e cabelos secos, acentuação das linhas faciais, edema abaixo dos olhos, sonolência e lentidão de pensamentos e movimentos.

 

HIPERTIREOIDISMO

Doença que cursa com aumento da produção de hormônios tireoidianos. Isso ocorre também pelo ‘ataque’ de certo anticorpo, porém dessa vez, este age estimulando toda a glândula. Pode também ocorrer por uma alteração de uma área da tireóide que passa a produzir grande quantidade de hormônios.

Os sintomas são:

  • prejuízo do sono
  • tremor de extremidades
  • aumento de freqüência de funcionamento intestinal
  • extremidades quentes
  • pele sedosa
  • aumento de frequência dos batimentos cardíacos
  • nervosismo e labilidade emocional
  • risco de arritmia cardíaca
  • sintomas oculares (olhos ´saltados´, dor ocular, lacrimejamento e vermelhidão, etc)
  • aumento do volume da tireóide (bócio)

O diagnóstico é feito com dosagem dos mesmos hormônios. O tratamento é feito com drogas antitireoidianas e antiarrítmicos que diminuam a freqüência cardíaca. São também necessárias medidas para melhora ocular. Pode também ser tratado com iodoterapia ou cirurgia de retirada da tireóide.

Acometimento ocular na doença de Graves – hipertireoidismo.

 

 

 

Bócio volumoso provocado por hipertireoidismo. 

 

 

 

 

 NÓDULO TIREOIDIANO

O nódulo de tireóide está presente em grande parcela da população e não é por si só prejudicial à saúde. Isso significa que ter nódulos na tireóide que já tenham sido avaliados e diagnosticados como benignos, é algo que não necessita tratamento ou qualquer outra medida. As exceções são os casos em que os nódulos produzem hormônios (minoria) ou que estão com tamanho que provoca desconforto ao engolir. Casos de nódulos sem suspeita de malignidade (a ser determinada pelo endocrinologista com base na história do paciente e dados do ultrassom), somente necessitam ser acompanhados anualmente com ultrassonografia.

O ultrassom de tireóide não é necessário para todas as pessoas, nem mesmo para todos os portadores de tireoidopatia. Deve ser preferencialmente solicitado pelo endocrinologista, segundo suspeitas clínicas de doença nodular da tireóide.

A Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) é um procedimento de investigação de nódulos que tenham certas características de suspeita. Mais uma vez: não necessita ser realizada em todos os nódulos e sim somente naqueles indicados pelo especialista. A maior parte dos nódulos encontrados no ultrassom não tem características de malignidades.

 

CÂNCER DE TIREÓIDE

O câncer de tireóide é o que mais cresce em todo o mundo em número de casos diagnosticados, mas não em gravidade da doença. Na maior parte dos casos é uma doença de com grande possibilidade de cura, se devidamente diagnosticado, tratado e seguido ao longo do tempo.

A suspeita acontece quando há casos de câncer de tireóide em familiares ou quando há nódulo tireoidiano palpável. Nesse caso deve ser feito ultrassom de tireóide e dependendo das características do nódulo, este é encaminhado para punção com agulha fina. Este exame fornece informações sobre o nódulo quanto às probabilidades de maligno, benigno ou duvidoso. Em caso de duvidoso ou maligno, é necessário cirurgia (retirada parcial ou total da tireóide) para análise do tecido.

O tratamento é feito com a retirada cirúrgica completa da glândula, seguida de dose de iodoterapia (em quase todos os casos), e seguimento rigoroso do paciente para se estabelecer critérios de cura ou tratar precocemente casos de resquício de doença residual.

 

Fontes Bibliográficas:

Williams textbook of endocrinology- Kronemberg, Melmed, Polonsky, Larsen – Edition 11
Endocrinologia Clínica – Lúcio Vilar

Mais sobre saúde

Diabetes

O diabetes vem se tornando uma doença mais comum com o passar dos anos. O intuito de se fazer o diagnóstico o mais rapidamente possível é iniciar o quanto antes o tratamento para que se possa evitar ao máximo as complicações causadas por ele.  Falamos aqui de alguns conceitos muito importantes para quem já tem a doença ou para quem tem risco aumentado de adquiri-la.

 

O que é o Diabetes?

Doença caracterizada por excesso de glicose na corrente sanguínea. Isso acontece por:
– falência do pâncreas em produzir a quantidade necessária de insulina;
– prejuízo na sua ação (o que é chamado de resistência à insulina); ou
– ambos os fenômenos associados.

Glicose: unidade nutricional (carboidrato monossacarídeo) usada para obtenção de energia pelas células do organismo.

Pâncreas: glândula localizada no abdome que produz, além de algumas enzimas para a digestão, também hormônios responsáveis pelo controle glicêmico, entre eles insulina e glucagon.

Insulina: hormônio necessário para que a glicose seja metabolizada no organismo. A insulina funciona como uma ‘chave’ promovendo uma ‘abertura’ para que a glicose entre na célula.

 

Quais são os tipos de diabetes?

Diabetes Tipo 1

Corresponde a 5 a 10% dos diabéticos. Normalmente tem início na infância ou adolescência podendo mais raramente ser diagnosticado também na vida adulta. Ocorre por destruição das células beta do pâncreas (aquelas responsáveis pela produção de insulina), que pode ou não ser autoimune (causado por ‘ataque’ de anticorpos do próprio organismo). Cursa com deficiência absoluta de insulina, motivo pelo qual há necessidade do seu uso desde o diagnóstico da doença. Mais comum em pessoas magras. Pode acontecer em associação com outras doenças autoimunes como hipotireoidismo, doença celíaca, vitiligo.

Diabetes Tipo 2

Responsável por 90-95% dos casos de diabetes. Ocorre por deficiência parcial de secreção insulínica somada a graus variados de resistência à ação da insulina no organismo. Mais comum após os 40 anos. Recentemente, porém, sua incidência vem aumentando e sendo diagnosticado em idades cada vez mais jovens. Isto ocorre devido ao aumento da obesidade e outras doenças associadas. Mais comum em pessoas que estão acima do peso saudável. Inicialmente o tratamento é feito com dieta e medicação oral, mas pode haver necessidade de insulina a partir de certo estágio. Normalmente existem familiares portadores da doença.

Diabetes Gestacional

 Ocorre quando o diagnóstico de diabetes é feito na gestação. Mais comum em mulheres com algum fator de risco como: idade >25 anos, história de diabetes na família, excesso de peso antes de engravidar, histórico de feto anterior grande para a idade gestacional ou diabetes gestacional. Na maior parte dos casos é controlada com dieta, mas pode haver necessidade de insulina. Normalmente a doença desaparece após o parto, porém pode persistir em alguns casos. Pacientes que têm diabetes gestacional apresentam maior chance de desenvolver diabetes no futuro.

Outros tipos

Ocasionados por defeitos do pâncreas, defeitos na ação da insulina, uso de algumas drogas, etc. São tipos mais raros de diabetes.

 

Como é feito o diagnóstico de diabetes?

  • Glicemia de jejum > ou igual a 126 mg/dl (por duas ocasiões); ou
  • Teste oral de tolerância à glicose (realizado com dextrose 75 mg) com glicemia aos 120 minutos > ou igual a 200 mg/dl ( por duas ocasiões); ou
  • Glicemia ao acaso > ou igual a 200 mg/dl associado a sintomas de diabetes descompensado (urinar em excesso, beber água em excesso, emagrecimento inexplicado); ou
  • Hemoglobina glicada > ou igual a 6,5% (por duas ocasiões).

 

O que é hemoglobina glicada?

Exame através do qual se faz uma dedução da média da glicemia dos últimos três meses. Muito usada para avaliar a eficácia da medicação. A partir de 2010, também usada para diagnóstico de diabetes, segundo os critérios da Associação Americana de Diabetes. Seu valor normal é <5,7% pelo método HPLC. Valores acima de 6,5% sugerem o diagnóstico de diabetes (para confirmação é necessário outro exame alterado).

 

Quais são os níveis recomendáveis de glicemia capilar?

Segundo o posicionamento da ADA (Associação Americana de Diabetes) 2011, os alvos são: antes das refeições: 70-130 mg/dl; 1 a 2 h após o início da refeição: <180mg/dl.

 

O que é pré diabetes?

É uma condição em que o paciente ainda não tem o diagnóstico de diabetes, porém seus exames já começam a ter alterações. Neste momento, algumas medidas devem ser tomadas para a prevenção.

São classificados como pré diabéticos aqueles que apresentam:

  • Glicemia de jejum alterada: 100-125 mg/dl.
  • Intolerância à glicose: glicemia entre 140 e 199mg/dl aos 120 minutos da curva glicêmica após ingestão de 75g de dextrose.
  • Hemoglobina glicada entre 5,7 e 6,4% (pelo método HPLC).

 

Como prevenir a evolução para o diabetes?

  • Perda de 5 a 10% do peso corporal.
  • Praticar 150 minutos por semana de atividade física moderada (como caminhada).
  • Uso de medicação em alguns casos.

A perda de 3-4 kg diminui a chance de diabetes em 58%!

Atenção: O controle de todos os fatores de risco (sedentarismo, colesterol alterado, hipertensão arterial, excesso de peso) diminui a chance de desenvolver diabetes em 91%! -Dados da diretriz da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) de 2009.

 

Se não tenho sintomas, por que tratar o diabetes?

Para evitar a ocorrência de cetoacidose diabética ou de estado hiperglicêmico hiperosmolar pelo excesso de glicose – complicações agudas do diabetes que podem levar ao coma e morte. Também porque, silenciosamente, o excesso de glicose no sangue vai causando danos aos órgãos do corpo. São as complicações crônicas do diabetes:

  • Retinopatia diabética
  • Nefropatia diabética
  • Neuropatia diabética
  • Doença nas artérias coronárias

A prevenção é o controle da glicemia e de outros fatores de risco.

 

O que é a retinopatia diabética?

Lesão provocada na retina pela exposição crônica a altos níveis de glicemia, que pode levar ao prejuízo progressivo da visão. Encontrada após 20 anos de doença em mais de 90% das pessoas com DM tipo 1 e 60% das pessoas com DM tipo 2. A prevenção é feita através do controle glicêmico avançado com uso de insulina, que mostrou redução em 76% do risco de surgimento de retinopatia diabética.

 

O que é a nefropatia diabética?

Lesão provocada no rim pela exposição crônica a altos níveis de glicemia, que pode levar ao prejuízo progressivo da função renal. É a principal causa de diálise hoje em dia. Pode acometer 40 % das pessoas que têm DM tipo 1 e 5-20 % das pessoas que têm DM tipo 2. Sua detecção é feita através da microalbuminúria – exame de urina de coleta prolongada que deve ser realizado em todo diabético pelo menos uma vez ao ano a partir do diagnóstico no diabetes tipo 2 e a partir de 5 anos de doença no diabetes tipo 1. A prevenção é feita com controle glicêmico e pressórico.

 

O que é neuropatia diabética?

Afecção dos nervos causada pelos níveis cronicamente altos de glicemia. Pode chegar a acometer 100% dos diabéticos e estar presente no momento do diagnóstico. Os seguintes sintomas podem ser encontrados:

  • Queimação, dormência, úlcera nos pés podendo chegar a amputações;
  • Constipação intestinal ou diarréia;
  • Disfunção erétil;
  • Sensação de comida parada no estômago;
  • Queda da pressão arterial ao levantar-se.

 

Quais são os sintomas do diabetes descompensado?

Sede em excesso, urinar muito, emagrecimento, visão turva. A glicemia pode estar muito alta. Talvez seja preciso procurar um Pronto Socorro neste momento, especialmente se ocorrer desidratação, sonolência ou dor abdominal. Os motivos da descompensação podem ser abusos na dieta, falha na tomada da medicação, infecção ou simplesmente progressão do diabetes.

 

Hipoglicemia

O que é: queda dos níveis de glicose abaixo de 70 mg/dl.

Sintomas: palpitações, tremor, ansiedade, taquicardia, fome, sudorese, sensação de dormência em algumas partes do corpo, confusão mental, fadiga, convulsões, perda da consciência, coma.

Como prevenir a hipoglicemia? Refeições regulares, tomada correta das medicações, visitas regulares ao endocrinologista, monitorização de glicemia capilar, especialmente nos dias subseqüentes às mudanças de dose dos comprimidos ou insulina.

Tratamento: Consumo de 20g de glicose – qualquer tipo de carboidrato, mas podem ser também ingeridos tabletes de carboidrato, açúcar cristalizado ou carboidratos de absorção rápida, como suco de laranja e de maçã. Se os sintomas não melhorarem, o tratamento deve ser repetido após 20 minutos. Se a pessoa estiver sonolenta ou desmaiada, não devem ser oferecidos alimentos pela boca, e sim medicação intramuscular prescrita pelo médico ou glicose na veia caso esteja no hospital.

Cuidado: Se estiver dirigindo, pare o carro imediatamente ao perceber o primeiro sinal de hipoglicemia. Cada pessoa pode ter um sintoma diferente neste momento. Algumas têm sudorese, outras têm sono, outras fraqueza, outras desconcentrações. Atenção para o primeiro sinal da hipoglicemia no seu organismo!

 

Cuidados especiais com os pés

Todo paciente diabético deve ter um cuidado especial com os pés pois tem um risco muito aumentado de ter complicações, como úlceras que não cicatrizam, infecções de difícil controle, perda da sensibilidade nos pés, podendo chegar a amputações. Para isso deve tomar alguns cuidados a fim de prevenir qualquer tipo de ferimento no pé, qualquer pequena lesão pode se complicar.

Aqui vão alguns conceitos:

  • O que é calçado adequado?

É aquele que tem um tamanho ‘folgado’, sem compressão sobre calos, adequado ao formato dos pés.

  • O que é um calçado inadequado?

Chinelos, sandálias com tiras, saltos, calçados apertados ou com compressão dos dedos.

  • Os pés não devem ser tratados em pedicures comuns e sim em podólogos, pelo menos uma vez ao mês
  • Deve-se olhar as plantas dos pés todos os dias à noite antes de deitar à procura de ferimentos ou alterações que não tenham sido percebidos.
  • Deve ser dada importância a qualquer ferimento no pé: micose, fissura, calos, escoriações, mudança na cor da pele, dor local, aumento de temperatura, dormência. Todas essas ocorrências devem ser comunicadas ao médico sem demora.

Maneira correta de lavar os pés

Após o banho, sentar-se no vaso sanitário e mergulhar os pés em bacia (usada somente para esta finalidade) com água morna (cuja temperatura tenha sido devidamente avaliada com o dorso na mão). Para a higienização dos pés, usar sabonete neutro. Lavar entre os dedos dos pés, usando os dedos das mãos. Para a higienização das unhas, usar escova de dentes macia, fazendo movimentos gentis da raiz para a extremidade, inclusive locais de cutículas. Secar os pés com toalha seca separada somente para esta finalidade. Lavar a bacia e deixá-la pronta para uso no dia seguinte. O uso de creme hidratante para os pés é recomendado após o banho.

 

Exercício Físico

É adequado praticar 150 minutos de exercícios físicos de moderada intensidade por semana. É também importante a prática de exercícios de resistência três vezes por semana. Pacientes que têm outras condições de risco (doenças associadas) devem passar por avaliação cardiológica antes de iniciar a prática de exercícios físicos.

Não praticar exercícios físicos se:

  • Hipertensão arterial descontrolada;
  • Graves lesões de nervos provocadas pelo diabetes;
  • Lesões nos pés;
  • Lesões provocadas pelo diabetes na retina na fase instável.

Alertas

Se o paciente estiver em uma condição chamada ‘cetoacidose diabética’ não deve praticar exercícios. Se estiver simplesmente com a glicemia alta, a atividade está liberada. Na dúvida compareça a um hospital ou entre em contato com o médico.

Se o paciente usa insulina ou outras medicações para o diabetes, e a glicemia capilar for menor que 100 mg/dl, deverá consumir carboidratos antes do exercício.

Em caso de retinopatia diabética proliferativa e não proliferativa grave, está contra-indicada atividade aeróbica vigorosa ou exercícios de resistência.

Em casos de pé diabético, se lesão nos pés ou ferida aberta, está somente liberada a prática de exercícios sem carga. A caminhada de moderada intensidade não aumenta o risco de úlceras em pacientes com lesão nos nervos.

Em casos de neuropatia autonômica, o paciente deve passar por minuciosa avaliação cardiológica antes de iniciar atividade física.

 

Como é feito o tratamento

  • Dieta: Evitar açúcar de qualquer tipo, frituras, refrigerantes, bebidas alcoólicas, jejum prolongado ou excesso de alimentação. Diminuir quantidades de massas, preferir alimentos diet. Consumir frutas (de 2-4 unidades ao dia), verduras e legumes, adoçantes.
  • Mudanças do estilo de vida – praticar atividade física regularmente.
  • Controle de outros fatores de risco – tabagismo, hipertensão arterial, colesterol, sobrepeso.
  • Uso de medicações orais quando necessário.
  • Uso de insulina quando necessário.

Tipos de Insulina

  • Ação lenta:

NPH – ação até 12 – 16 horas. Início de ação: 1 a 2 horas. Pico de ação em 6 horas. Risco de hipoglicemia.

  • Ação ultralenta:

Detemir – efetiva até 16 – 20 horas – Início de ação de 1 a 2 h. Pode provocar menor ganho de peso, não tem pico significativo de ação. Menor risco de hipoglicemia. Custo mais elevado.

Glargina – efetiva até 24 horas. Não tem pico significativo de ação. Menor risco de hipoglicemia. Custo mais elevado.

Degludeca – efetiva por até 42 horas. Menor risco de hipoglicemia.

  • Ação rápida:

Regular – Efetiva até 6 horas. Pico de ação em 2- 3 horas.

  • Ação ultra rápida:

Lispro, glulisina e aspart – início de ação 5-15 minutos após a aplicação, efetiva por 4 horas. Pico de ação entre 1 e 1,5 horas. Usadas para corrigir a hiperglicemia provocada pela refeição.

 

Técnicas de aplicação de insulina

Locais de aplicação: abdome, face posterior do braço, face lateral da coxa, região glútea.

 

Modo de aplicação: fazer prega cutânea, introduzir a agulha com ângulo de 90 graus, desfazer a prega, injetar a insulina, aguardar 3 segundos e retirar a agulha.
Cada horário de tomada deve ser em um local diferente do corpo. O mesmo ponto deve ser evitado por 1 mês.

Mistura de Insulinas NPH e Regular: Aspirar o ar e injetá-lo no frasco de insulina regular. Retirar a agulha sem aspirar a insulina. Aspirar o ar e injetá-lo no frasco de insulina NPH e aspirar a quantidade necessária. Injetar a agulha no frasco de insulina regular e aspirar a quantidade certa. Aplicar no subcutâneo.
Após aberto, o frasco de insulina tem validade de 30 dias e não precisa ser mantido refrigerado, tomando-se o cuidado de não aquecer acima de 28 graus ou congelá-lo. Evitar deixar na porta da geladeira, pois há grande variação de temperatura. Preferir as prateleiras inferiores.
Ao sair de casa, a insulina pode ser transportada já aspirada na seringa na dose certa para a tomada.

Considerações

O diabetes é uma doença progressiva provocada por uma disfunção nas células beta pancreáticas que pode ter início até 12 anos antes do diagnóstico. Portanto, se o indivíduo tem fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes, deverá seguir as medidas preventivas, mesmo sem nenhum sinal clínico. Estas medidas são recomendações para uma vida saudável e devem ser seguidas por qualquer pessoa.

Após o início do quadro de diabetes, todos os cuidados são direcionados para a prevenção de complicações e diminuição da magnitude do dano pancreático. Hoje existem medicações (ainda com um custo moderadamente elevado) que promovem uma proteção do pâncreas enquanto tratam o diabetes, de forma que melhoram o prognóstico da doença no futuro. Estas medicações (inibidores do DPP IV e análogos do GLP1) devem ser introduzidas assim que possível no tratamento do diabetes, de acordo com os últimos consensos de especialistas.

Outro ponto a ser avaliado com cuidado é o momento de introdução de insulina. É um assunto temido por muitos pacientes, e considerado como fracasso pessoal quando se faz necessário. Esta visão dificulta o trabalho do endocrinologista, uma vez que, de acordo com algumas evidências recentes, a introdução precoce de insulina pode promover um melhor controle da doença a médio e longo prazo. Postergar o uso de insulina até quando seja inevitável, pode exaurir o pâncreas deixando o tratamento do diabetes extremamente difícil, e exigindo doses muito altas de insulina, já que a reserva pancreática foi ‘esgotada’.

 

Fontes Bibliográficas

Fonte: Diabetes Mellitus – Ruy Lira, Ney Cavalcante – 2ª edição;
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2011.
Standards of medical care in diabetes 2011 – Consenso Anual da ADA (Academia Americana de Diabetes)

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