Pais, atenção: O que está levando nossas crianças à obesidade infantil

Estudo feito em 2015 analisando hábito alimentar e estilo de vida de crianças de 0 a 12 anos em São Paulo encontrou:

– 44% em obesidade ou sobrepeso

– 54% passam mais de 4 horas por dia em frente à TV/tablets ( o adequado é até 2 horas)

– 1/3 ultrapassa a quantidade recomenda de gordura ao dia

– 81% consomem mais sódio que o adequado

– Existe importante inadequação do consumo de vitaminas como A, C, D, E e cálcio na dieta

Este conjunto de falta de atividade física, tempo de tela elevado e hábitos alimentares inadequados estão levando à obesidade infantil e risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis.

Nós pais, precisamos compreender que este quadro é nossa responsabilidade. Cabe a nós através de informações adequadas, ajustes nas regras da casa e exemplos a nossos filhos proporcionarmos uma melhor qualidade de saúde a eles.

O que podemos fazer na prática?

– Estimular o comer com atenção plena

– Realizar refeições em locais adequados

– Adequação da qualidade e quantidade dos alimentos e atenção à presença de nutrientes fundamentais

– Evitar distrações e telas no momento da refeição

– Diminuir significativamente o tempo de telas em geral

– Estimular a atividade física

Devemos fazer do comer um acontecimento social. Estudos mostram que a realização de pelo menos uma refeição em família melhora a socialização, o vocabulário e o hábito alimentar da criança.

Hoje fala-se em um distúrbio de percepção dos pais do real estado nutricional das crianças. É possível que em alguns casos em que pareça que a criança está ‘forte’, na verdade já seja um ganho de peso excessivo. É importante detectar esta situação e tomar todas as providências necessárias.

Uma criança que desenvolva sobrepeso ou obesidade até os 5 anos de idade tem 50% de chance de desenvolver o mesmo na vida adulta.

É uma grande responsabilidade em nossas mãos.

Texto baseado no Infants and Kids Study (IKS) realizado pela Nestlé em parceria com o Ibope em 2015 e na aula ministrada pela nutricionista Clarissa Fujiwara no 12o Simpósio de Síndrome Metabólica dos HCFMUSP.

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